Honra para o futsal do Retaxo

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Magnífico ambiente e jogo empolgante. Nota alta para a final da Taça de Honra, ganha (em prolongamento) pelo Retaxo ao Ladoeiro.

Vencedores da Taça de Honra 

 Na eficácia das bolas paradas encontra-se a razão do triunfo da Associação Desportiva e Recreativa do Retaxo na edição de estreia da Taça de Honra “Carlos Ranito Xistra”. A final, realizada no último sábado no Pavilhão Municipal de Castelo Branco, perante mais de meio milhar de espectadores, constituiu um excelente momento de propaganda da modalidade, digno do percurso desportivo do dirigente que a título póstumo “dá” nome à competição.

Entrega da Taça

O Retaxo infligiu a primeira derrota da temporada ao Ladoeiro: 11-8 com recurso a prolongamento, depois de 6-6 no final do tempo regulamentar. E fez a festa para gáudio dos seus entusiastas. Carlos Ventura mostrou-se fiel à ideia de que as finais são para se ganhar: “tudo tem de ser resolvido no momento e o Retaxo conseguiu potenciar um aspecto fundamental: os livres de dez metros. Participámos numa final empolgante, muito interessante para quem gosta de futsal. O ambiente estava magnífico”.

O treinador viu “vingado” o desaire no seu primeiro jogo à frente do Retaxo, quando perdeu por diferença de cinco golos no Ladoeiro. Diz que esta “é uma vitória de todos”, mas não esquece a lesão de César Bento, que teve de abandonar a final e deslocar-se ao HAL, com suspeita de fractura de um dedo.

Depois de lembrar que o antagonista não conseguiu na primeira parte explorar o facto da sua equipa ter ficado tapada de faltas ainda antes dos dez minutos, Carlos Ventura virou o discurso para o campeonato. “Se estiveram aqui as duas melhores equipas do distrital? Há várias de bom nível, como Ferro, Peso, Colmeal e Vale Prazeres”.

E é precisamente para o campeonato que a ADRR passa a concentrar todos os esforços: “queremos ganhar um lugar no play-off”, assevera Carlitos.

Outra loiça!

Vencido mas não convencido. O treinador do Ladoeiro aceitou como válido o êxito do Retaxo, mas não assina a 'estratégia' do antagonista: “poderia ter adoptado o mesmo sistema, vir para aqui defender com toda a gente nas linhas quatro e cinco e procurar apenas ser prático e eficaz. Mas a minha maneira de sentir o futsal não é essa. O Ladoeiro procura interpreta bem o jogo, delinear estratégias, consolidar situações. Porque sei que estou a trabalhar num projecto para o futuro”.

João Marques clarifica que “desde o início que procurámos rodar jogadores nesta prova. E na final a mentalidade não foi diferente. Tinha cinco juniores e deu-me imenso prazer lançá- los perante uma excelente moldura humana”.

No campeonato “a história é outra”, diz o técnico raiano. “Não vai haver facilidades. As responsabilidades são outras. Estamos a trabalhar para ir para a III divisão. Sabemos o que estamos a fazer e para onde queremos ir”.

Jornal Reconquista - 21 de Fevereiro de 2007